Manifesto da Aliança Revolucionária Global

Vivemos no final de um ciclo histórico. Todos os processos que constituem o sentido da história chegaram a um impasse lógico. 

O fim do capitalismo: O desenvolvimento do capitalismo chegou ao seu limite natural. Há somente uma coisa deixada para o sistema econômico mundial – entrar em colapso no abismo. Baseado em um aumento progressivo das instituições puramente financeiras, bancos em primeiro lugar e, em seguida, estruturas de ações mais complexas e sofisticadas, o sistema do capitalismo moderno, completamente divorciado da realidade, a partir do equilíbrio da oferta e da procura, a partir de relação de produção e consumo, a partir da conexão com uma vida real. Toda a riqueza do mundo está nas mãos da oligarquia financeira mundial através das manipulações complicadas com a construção de pirâmides financeiras. Essa oligarquia desvalorizou não somente o trabalho, mas também o capital ligado ao mercado fundamental, garantiu uma renda financeira e todas as outras forças econômicas entraram em cativeiro para essa elite ultraliberal impessoal e transnacional.
Independentemente de como nos sentimos sobre o capitalismo, é claro agora que não está apenas passando por uma crise, mas está à beira de um colapso total do sistema inteiro. Não importa o quanto a oligarquia mundial tenta esconder o colapso em curso das massas da população mundial, mais e mais pessoas começam a suspeitar que isso é inevitável e que a crise financeira global causada pelo colapso do mercado hipotecário estadunidense e dos principais bancos é apenas o início de uma catástrofe global. Essa catástrofe pode ser atrasada, mas não pode ser prevenida ou evitada. A economia mundial, na forma em que opera agora, está condenada. 

O fim do século xx – fim da modernidade (Excerto de 4TP)

O século XX acabou, mas apenas agora começamos a perceber e a entender esse fato. O século XX foi o século da ideologia. Nos séculos anteriores, religião, dinastias, Estados, classes e Estados-nação desempenharam um enorme papel na vida das pessoas e sociedades. Pois no século XX, a política deslocou-se para uma esfera puramente ideológica, redesenhando o mapa do mundo, das etnias e civilizações de uma maneira nova. Por um lado, as ideologias políticas representavam tendências civilizacionais anteriores com raízes profundas. Por outro, eram algo completamente inovador.

Todas as ideologias políticas, ao alcançar o pico de sua distribuição e influência no século XX, eram o produto de uma era nova era, Moderna, e incorporavam o espírito mesmo da modernidade, ainda que de modos diferentes e por meio de diferentes símbolos. Hoje rapidamente nos afastamos dessa Era. Assim, fala-se, cada vez mais e mais frequentemente, de uma “crise da ideologia” ou mesmo de um “fim da ideologia”. Desta forma, a existência mesma de uma ideologia estatal é explicitamente negada na Constituição da Federação Russa, por exemplo. Já passou da hora de abordar esta questão mais profundamente.
As três principais ideologias do século XX e seu destino
 As três principais ideologias do século XX foram:
liberalismo
comunismo
 fascismo.

Eurasianismo como a via para a real multipolaridade

Paradigma da globalização - paradigma do Atlantismo

O estado-nação de hoje está sendo transformado em um estado global; nós estamos face à constituição de sistemas de governos planetários dentro de um só sistema econômico-administrativo. Acreditar que todas as nações, classes sociais, e modelos econômicos podem subitamente começar a cooperar com a base dessa nova lógica mundial é errado. Globalização é unidimensional, fenômeno univetorial que tenta universalizar o ponto de vista Ocidental (Anglo-Saxão, Americano) de como melhor gerenciar a história humana. Ela é (muito freqüentemente conectada com supressão e violência) a unificação de diferentes estruturas - sócio-políticas, étnicas, religiosas e nacionais,  em um só sistema. É uma tendência histórica Ocidental e Européia que tem alcançado seu pico através da dominação dos Estados Unidos da América.
Globalização é a imposição do paradigma Atlântico. Globalização como Atlantismo absolutamente tenta evitar essa definição. Proponentes da globalização argumentam que quando não houver alternativa ao Atlantismo é que parará de haver Atlantismo. O Americano e filósofo político F. Fukuyama escreve sobre o “fim da História”, que na verdade significa o fim da história geopolítica e do conflito entre Atlantismo e Eurasianismo. Isso tem em vista uma nova arquitetura de um sistema mundial sem oposição e de apenas um polo – o polo do Atlantismo. Podemos também nos referir a isso como a Nova Ordem Mundial. O modelo de oposição entre dois polos (Oriente-Ocidente, Norte-Sul) transforma o modelo centro-periferia (centro – Ocidente, “rico Norte”, periferia – Sul). Essa variante de arquitetura mundial é completamente estranha ao conceito de Eurasianismo.

Eurasianismo, a Ideologia da Nova Rússia e a "Civilização Ocidental"

Expoente maior na atualidade do “Eurasianismo”, Aleksandr Dugin é alguém bastante próximo da linha dura comunista pós-soviética, de poderosos elementos das agências de (des) informação, membros da Duma (Parlamento) e do Executivo russo. Além disso, é quadro do Partido Político “Eurasia” é autor de “Fundamentos de Geopolítica”, um dos manuais empregados em cursos da Academia Militar Russa sob chancela do Alto Comando das Forças Armadas. Adicionalmente, participou recentemente de um debate com o pensador brasileiro radicado nos EUA, Olavo de Carvalho, que merece ser assistido por todos que busquem melhor compreensão das implicações do "Eurasianismo".

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