Os Estados Unidos e a Nova Ordem Mundial na perspectiva de Aleksandr Dugin

A Nova Ordem Mundial é um projeto geopolítico que começou a ser debatido no final dos anos 80, quando, no fim do regime Soviético, Gorbachev cogitou a cooperação entre a União Soviética e os Estados Unidos, convergindo em uma política internacional em comum, especialmente em específicas cooperações de interesses comuns, tal qual a Guerra do Golfo, em 1991.

Este conceito geopolítico é moldável às circunstâncias históricas, após 1991, sob o fim do regime socialista no Leste Europeu, o historiador Fukuyama escreve a respeito de uma Nova Ordem Mundial, caracterizada pela hegemonia econômica pautada no livre mercado e tendo seu principal ator, os Estados Unidos da América em que foi o guia desta vitória durante o processo de Guerra Fria.

No atual momento histórico não há uma ordem mundial vigente, mas um período de intervalos que determina um processo histórico de criação de uma ordem, devido à paradigmas das relações internacionais que estão tentando delimitar o poder político-econômico a nível global por meio dos interesses de possíveis atores de medidas em escalas internacionais; o pensador russo cria uma dicotomia entre o regionalismo e o globalismo, analisando-os enquanto delimitações geográficas possíveis de alcance e controle de poder político.

A Quarta Teoria Política e o Pós-Liberalismo

De fato, aqui surge a Quarta Teoria Política. Se analisamos mais a fundo o que propomos contra essa globalização e o liberalismo, se propomos, desafortunadamente, o comunismo da segunda teoria política ou o fascismo da terceira teoria política, então não podemos propor nada mais contra o liberalismo.

Os liberais mesmos esfregam as mãos ao ver isso. Quando começamos a criticar a globalização, dizem que somos fascistas e comunistas. Quando começamos a explicar que há algo mais, dizem que não. "Está justificando o comunismo e o fascismo, vocês são só comunistas ou fascistas enrustidos! Vocês são fascistas enrustidos ou comunistas enrustidos!" Neste sistema da filosofia política da modernidade não existe o conceito de uma quarta. O significado da Quarta Teoria Política começa com essa suposição de que não existe, mas deveria existir. Ela é necessária para derrotar o liberalismo sem cair na armadilha do comunismo e do fascismo. Talvez possamos ir de novo pelo mesmo caminho e construir uma sociedade socialista e totalitária na qual haverá pouca liberdade, e cedo ou tarde virão os liberais e tudo voltará a se repetir. Podemos construir um Estado fascista em algum lugar, como se tenta na Ucrânia, até que as pessoas entendam que não há liberdade suficiente e que o racismo, o nacionalismo e o chauvinismo são repugnantes. E logo voltaremos ao mesmo liberalismo novamente.

Marcelo Odebrecht ensina: democracia é ilusão

Inúmeros nomes, listas inteiras de pessoas, empresas, firmas, partidos políticos e figurões. As delações intermináveis dos Odebrecht (e principalmente de Marcelo, o sucessor dessa dinastia) mostram algo bastante simples, e que parece ainda não ter sido compreendido pela maioria dos observadores: democracia é ilusão.

A dinastia Odebrecht praticamente tem ditado os rumos da política brasileira (e não só dela) há pelo menos mais de trinta anos - remontando inclusive ao regime militar, o que destrói a retórica direitista da "moral ilibada" dos governantes militares.

Em todos os processos eleitorais, a empresa Odebrecht (empreiteira, essencialmente dominante e com um capital vastíssimo) financiou diretamente as candidaturas de praticamente todos os candidatos (ao menos os mais significativos deles). Isso significa, em termos práticos, que não importa quem vence uma eleição, a Odebrecht sempre ganharia - como num Cassino: a casa sempre ganha.

Terceira Guerra Mundial: O Início?

O que aconteceu em 7 de abril de 2017 poderia ser o início de uma Terceira Guerra Mundial. Em regra, ninguém quer guerra, mas eis que guerras ocorrem, e às vezes elas são mundiais. Portanto, eu proponho que em primeiro lugar, como no caso de qualquer desastre, é necessário permanecer calmo e recobrar o juízo.
 
Em 7 de abril de 2017, pela primeira vez desde o início do conflito na Síria, os EUA lançaram um grande ataque com mísseis Tomahwak contra uma base aérea síria, ou seja, contra nós. Por que não usamos um complexo de defesa anti-mísseis? Segundo uma teoria, nós não temos um número suficiente deles para repelir um ataque total de tropas americanas, já que eles estão programados primariamente contra ataques de mísseis de outros inimigos potenciais. A segunda teoria é que Moscou não ousou dar a ordem, já que isso significaria o início irreversível de uma guerra com os EUA. Washington ousou, e sabia bem o que estava fazendo. Nós não ousamos. Antes de seguir com as previsões, vale a pena examinar novamente o contexto, as condições iniciais do que poderia se tornar (ainda possivelmente não) a Terceira Guerra Mundial.

O que acontece com a Europa?

Geopoliticamente a Europa é hoje uma entidade atlantista. A teoria geopolítica criada pelo inglês Sir H. Mackinder declara que há dois tipos de civilizações – a civilização do Mar (Seapower) e a civilização da Terra (Landpower). Ambas estão constituídas sobre sistemas de valores opostos. O Seapower é puramente mercantil, modernista e materialista. O Landpower é tradicionalista, espiritual e heroico. Esse dualismo corresponde ao par conceitual de Werner Sombart: Händlres e Helden. A sociedade europeia moderna está plenamente integrada na civilização do mar. Isso se manifesta na hegemonia estratégica norte-americana e na OTAN. 
 
Essa situação impede que a Europa se converta numa entidade geopolítica independente. Mais profundamente, perverte a natureza geopolítica da Europa como entidade continental – Landpower. 
 
Portanto, há uma necessidade de mudar a situação e restabelecer a estratégia do Landpower baseada na verdadeira soberania europeia. Em vez do atlantismo, a Europa necessita converter-se numa potência estratégica continental.

Sobre os Identitários, a Tradição e a Revolução Global

Considero que os identitários são aliados quando rechaçam a modernidade, a oligarquia global e o capitalismo liberal mortífero para as culturas étnicas e as tradições. 
 
A ordem política moderna é essencialmente global e se baseia puramente na identidade individual. É a pior ordem possível e deve ser totalmente destruída. 
 
Quando os identitários militam por uma reafirmação da Tradição e das antigas culturas dos povos europeus, têm razão. Mas quando atacam os imigrantes, os muçulmanos, os nacionalistas doutros países (baseado em conflitos históricos), quando defendem os EUA, o atlantismo, o liberalismo ou a modernidade, quando consideram a raça branca (a que criou a modernidade) como a raça superior e afirmam que outras raças são inferiores, estou em total desacordo com eles. 
 
Mais do que isso, não posso defender brancos contra não-brancos apenas por ser branco e indo-europeu. Reconheço a diferença de outros grupos étnicos como uma coisa natural e rechaço qualquer hierarquia entre os povos, dado que não existe, e não pode existir, uma medida universal para a comparação das sociedades étnicas e os sistemas de valores. 

René Guénon: Tradicionalismo como Linguagem

René Guénon é a pessoa mais reta, inteligente e importante do século XX. Um trabalho mais esperto, profundo, claro e absoluto não houve e provavelmente não poderia haver. Não é coincidência que o tradicionalista francês René Alleau em um volume dedicado a Guénon comparou sua obra à de Marx. Aparentemente, figuras bem diferentes, opostas. Guénon é um ultratradicionalista conservador. Marx era um inovador revolucionário, um iconoclasta subversivo radical. Mas René Alleau adivinhou de forma absolutamente correta a mensagem revolucionária da exegese de Guénon, o inconformismo extremo e brutal de sua posição, sua derrubada de tudo, a natureza totalmente radical de seu pensamento. O fato de que René Guénon foi o único autor, o único pensador do século XX, e muitos séculos antes disso, que não só identificou e entrou no paradigma secundário da linguagem, mas também questionou a própria essência da linguagem (e da metalinguagem). A linguagem do marxismo era metodologicamente muito interessante (especialmente em certo momento histórico), reduzindo estreitamente a existência histórica da humanidade por uma fórmula clara e convincente ao confronto entre trabalho e capital (o que, na verdade, foi um progresso epistemológico e revolucionário colossal, na medida em que permitiu que muitas coisas fossem organizadas e postas em um design dinâmico e mais ou menos consistente). Sendo um zeitgeist paradigmático, o marxismo foi tão popular a ponto de conquistar as mentes dos maiores intelectuais do século XX. Mas na obra de Guénon há uma análise ainda mais fundamental, um desmascaramento ainda mais radical, um conflito ideológico ainda mais amplo, pondo tudo em questão.
 
Guénon desenvolveu um dos sistemas intelectuais paradigmáticos mais importantes. Naturalmente, ele existia antes de forma vaga, e foi usado em alguma medida, mas somente Guénon o identificou enquanto linguagem. Ele fez algo similar a Saussure ou outros linguistas estruturais. O aspecto mais importante do sistema paradigmático de Guénon, que ele havia deduzido, e que é, talvez, o mais universal e poderoso dos termos e conceitos de nossa época, é o conceito de "linguagem da modernidade".

Do Paradigma Moderno e do Tradicional, e da Linguagem

A tecnologia moderna depende dos sistemas da ciência, a ciência depende da filosofia, isto é, da visão-de-mundo filosófica expressa em conceitos abstratos. E esta visão-de-mundo, por sua vez, de um paradigma linguístico. As ideologias, em geral, inclusive a Quarta Teoria Política, participam da tecnologia, da ciência e da visão-de-mundo, dependendo do nível de profundidade e influência em que elas estão enraizadas. Nenhuma ideologia, contudo, alcança o patamar subjacente e universal da linguagem – todas as ideologias estão presas a um paradigma linguístico que é, atualmente, o “aristotélico”, inclusive a Quarta Teoria Política.
 
Entretanto, o objetivo da QTP é peculiar, e apresenta uma grande influência heideggeriana neste ponto: é acenar, desde dentro do paradigma moderno e aristotélico, para um outro paradigma, esquecido. O fato da filosofia guenoniana ser usada como o paradigma anti-moderno, ao qual a QTP aponta, é mais simbólico do que exato e analítico. Guénon expressou-se, obviamente, em terminologia moderna, negando-a porém; portanto, seu paradigma não se reduz aos seus conceitos modernos, ele os ultrapassa e busca uma simplicidade primordial sobre a qual Heidegger discursa quando se inclina a encontrar outro sentido, ontológico e não conceitual, para o termo “linguagem”. A linguagem nos mostra o mundo, é uma invocação mística, e acontece sem palavras: a flor que desabrocha nos fala o ser; um filósofo moderno pode rabiscar muitos conceitos e não nos dizer nada ainda assim, uma vez que seus conceitos não passam de abstrações e manipulação lógica.

O Globalismo e a Guerra Cultural

Em um vídeo interessante, Ariano Suassuna trata da questão da guerra cultural e de como seu papel é fundamental na imposição do globalismo anglo-saxão. Em primeiro lugar, é preciso retirar o conceito “Guerra Cultural” – termo apropriado pela própria direita de inspiração anglo-saxã. Aqui, vemos como o ideal globalista é pervertido: esta mesma direita afirma que há uma guerra cultural contra os Estados Unidos, praticada pela “esquerda globalista”. E nada pode ser mais mentiroso.

Em primeiro lugar, só há um projeto globalista: o americano, inspirado nos ideais do “Destino Manifesto”. Mesmo com o caráter diferente e pós-moderno, sua essência atualmente é a mesma: racista, supremacista e aniquilador de todas as culturas diferentes. O que, por exemplo, só serve para aumentar ainda mais o vexame de Olavo de Carvalho em seu debate contra o Professor Alexander Dugin: defender os Estados Unidos como vítima do globalismo e maior opositor a ele já nasce como uma grande mentira.

O mito da borboleta dourada

Uma estranha criatura, pouco conhecida nas lendas do hemisfério norte, é muito significativa no sul: a epifania da borboleta dourada é uma das curiosas provas da teoria hermética sobre a intensidade da vida do norte (Polo Norte, como o centro da vida real) e o avanço para a morte, em direção à Antártida. Entomologistas chamam tal criatura de mariposa auri sinistra – borboleta dourada agourenta. Da Amazônia ao Zaire, de Madagascar à Polinésia, vemos crenças sobre a borboleta em diferentes personagens, mas sempre sinistras: não voa para o fogo; pode matar apenas por ser fitada e, na melhor das hipóteses, causar doenças – quando visita um berço, causa a morte do bebê. São inumeráveis as lendas sobre os efeitos nocivos da borboleta dourada entre os povos indígenas. A literatura europeia também presta uma homenagem a este monstro entomológico. Aqui está um resumo da história de Hanns Heinz Ewers, “A Vingança da Borboleta Dourada”: um viajante europeu foi até os extremos da Amazônia para fazer a  coleta  de sua coleção entomológica; após deitar para dormir, viu sobre a mesa uma borboleta dourada; tremendo de impaciência, pegou um grampo de cabelo e prendeu a borboleta. Durante o sono, sonhou com um dragão dourado e acordou: a borboleta perfurada girava em torno de sua cabeça, tentando furar seu olho. Apesar de todos os esforços do colecionador, ela assim conseguiu.

Alexander Dugin x Glenn Back: o verdadeiro Cristianismo x modernidade

Glenn Beck, com um pensamento fundamentado no ideal etnocêntrico, racista e atlantista, julga as obras do Professor Alexander Dugin como “revolucionárias’, “fascistas” e “imperialistas”. Além do fator etnocêntrico e racista, marcas do ideal americano, Glenn não possui qualquer noção sobre o ideal ortodoxo de império, muito menos sobre a escatologia cristã ortodoxa e menos ainda sobre a ideia ortodoxa de império. Na verdade, o que ocorre é a famosa tática do ‘acuse-o do que você é”. Nenhum império ortodoxo invadiu territórios impondo seu modelo – as conquistas de territórios pelos impérios ortodoxos sempre foram pacíficas. A própria Rússia, que possui como seu marco espiritual o Batismo de Kiev, foi convertida à Ortodoxia de forma pacífica. A Rússia escolheu ser ortodoxa e o modelo de governo ortodoxo foi aceito sem espadas. Ao contrário do imperialismo estadunidense, uma continuação do imperialismo britânico, o Império Ortodoxo, iniciado no Império Bizantino, nunca foi etnocêntrico, nunca foi racista e sempre permitiu uma aculturação rica. Isso pode ser visto até nos dias de hoje: Igrejas Ortodoxas, embora unidas pela mesma fé, guardam suas particularidades locais – há um Typikon Bizantino e um Typikon Eslavo; diversas diferenças culturais nas práticas litúrgicas e nos cantos religiosos. O mesmo não pode ser dito do imperialismo estadunidense, pois até mesmo alguns católicos romanos americanos se renderam ao ideal americano, mesmo naquilo que contradiz o ensinamento católico. Um exemplo claro disso é o pensador americano William Buckley Jr que, para defender o modelo americano, afirmou que a Igreja era apenas “mãe, não mestra”, pois a Doutrina Social da Igreja reprova o modelo econômico liberal.

São Patrício e o Logos Irlandês

No quinto período da era dos Gaels, os irlandeses realçaram a era de São Patrício, que cristianizou a Irlanda no século V. Antes dele, a crônica falava do bispo Palladius, que veio à Irlanda em 431, enviado por Roma, mas sua imagem foi tradicionalmente fundida à de São Patrício.

Os celtas não consideraram a cristianização como uma mudança identitária radical e revolucionária, dado que a peculiaridade da cristandade irlandesa e da Igreja dos celtas, de modo geral, comparada a muitas outras sociedades europeias, não era estritamente oposta ao mito pré-cristão local, mas o incluía leve e suavemente em sua cultura espiritual. Assim, muitos druidas e personagens mitológicos foram cristianizados, e os santos e discípulos cristãos tornaram-se uma nova versão dos druidas. A cristandade irlandesa é um exemplo único da integração harmônica de tradições pré-cristãs à nova religião.
 

Metafísica Afro-Brasileira

Entre os mais ignorantes há a ideia de que as vertentes afro-brasileiras não possuem uma doutrina metafísica própria: ela seria, num primeiro caso, inexistente, com a religião como um mero sistema étnico, cultural e social ou, em outra possibilidade, um mero agregado sincrético das diversas influências de suas vertentes: o catolicismo romano popular, o kardecismo e a cultura popular. No entanto, as duas opções estão longe da verdade.

De fato, é possível atribuir diversas influências dentro do universo sincrético afro-brasileiro – levando em conta que não há uma religião afro-brasileira institucionalizada, não há um livro sagrado com doutrinas metafísicas expostas claramente ou mesmo escondidas sob mitos, fábulas e contos, como a tradição judaica-cristã e, além disso, há uma infinidade de nações, casas, vertentes e cruzamentos com doutrinas particulares. Para compreender melhor a questão, é preciso fazer um esclarecimento histórico.

Contra-Iniciação: Comentários Críticos sobre Aspectos da Doutrina de René Guénon

A questão da "contra-iniciação" é a mais obscura e ambígua em todo o pensamento tradicionalista. Talvez isso seja resultado da própria realidade do que os tradicionalistas, seguindo Guénon, chamaram de "contra-iniciação". O significado da contra-iniciação é apresentado no livro "O Reino da Quantidade e os Sinais dos Tempos". Em resumo, nós podemos dizer que por contra-iniciação René Guénon compreende a totalidade das organizações secretas possuindo dados esotéricos e iniciáticos, que, porém, dirigem suas atividades e seus esforços para o objetivo que é o exato oposto do propósito da iniciação normal, que é, não alcançar o absoluto, mas uma extinção fatal e dissolução no "reino da quantidade", no crepúsculo externo. Os hierarcas da contra-iniciação, seguindo o esoterismo islâmico, foram chamados por Guénon de "Awliya al-Shaytan", i.e., "santos de Satã". Em sua perspectiva, os representantes da contra-iniciação se encontram por trás de todas as tendências negativas da civilização moderna, e dirigem secretamente o curso dos eventos a caminho da degradação, da materialização e da degeneração espiritual.

O Paradigma do Fim

A análise das civilizações, sua correlação, sua confrontação, seu desenvolvimento, sua interdependência, são questões extremamente difíceis enquanto problemas, seja na dependência dos métodos, na profundidade da pesquisa, onde alguém pode obter resultados não apenas diferentes, mas diretamente contrários. Contudo, mesmo para obter as mais aproximadas conclusões, alguém deve aplicar a redução, reduzir a variedade de critérios para um modelo simplificado. O marxismo prefere apenas a abordagem econômica, que se torna substituta e denominador comum para todas as outras disciplinas. Assim também é o liberalismo (apesar de o ser menos explicitamente). 
A geopolítica, que é menos conhecida e menos popular que uma variedade de aproximações econômicas, mas não menos efetiva e óbvia em explicar a história das civilizações, sugere outro método de redução completamente diferente. Outra versão do reducionismo são as formas diversas de abordagem ética, que incluem "teorias raciais" como seu aspecto extremado.

As influências ocultas na Rússia:

Não só na Rússia, mas no mundo todo, o esoterismo desempenha um papel importante. Não só no campo da influência das eminências pardas em torno dos governantes (como astrólogos e magos dos imperadores bizantinos, sábios e sacerdotes da corte chinesa), mas também na própria essência do desenrolar sócio-político. Segundo o Professor Alexander Dugin, as guerras noológicas giram em torno dos logoi de Apolo, Dionísio e Cibele. O Logos de Cibele é o logos da Mãe Terra, gerador do materialismo e cientificismo, a era do pragmatismo epicurista, em oposição ao aristotelismo e ao platonismo – neste ponto, o único paradigma totalmente oposto ao Logos de Cibele é o platonismo. Desta forma, o que tomamos como “ocultismo” não está excluído da era do Logos de Cibele: pelo contrário, só recebe uma nova interpretação, completamente degenerada, mas ainda presente. Não é mais a era dos mistérios teomaquistas, viris e guerreiros, mas a era do esoterismo de pacotilha, a versão sentimental, da física quântica e do psiquismo.

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