Esquerda Estética

Há a cooptação da população negra pelo uso de negros em comerciais de grandes corporações – mesmo que essas corporações façam uso de trabalho escravo/semi-escravo na África. Podemos citar mesmo a captação econômica dos homossexuais por meio de uma “agenda gay” que se utiliza de gays para representar, por exemplo, marcas de roupas – que se beneficiam do trabalho de milhares de costureiras clandestinas em regime de trabalho escravo e/ou semi-escravo.
Mulheres transexuais para parabenizar o dia da mulher com a logomarca de alguma estrutura corporativa que explora mulheres no Terceiro Mundo. Essas dicotomias não são interessantes para a Esquerda porque, para essa ideologia, as relações de dominação econômica são menos importantes (e menos interessantes) do que a representatividade e o aspecto estético midiático em si. São pequenos efeitos colaterais que podem ser devidamente ignorados num processo “muito mais importante”: promover uma “revolução” nas mentalidades e no comportamento humano.
A representação da mulher burguesa é essencialmente mais importante do que a defesa do homem proletário (ou da própria mulher proletária); um gay rico é esteticamente mais útil para a propaganda em si do que um heterossexual proletário.

O Momento Antropológico na História Humana

Considerações mais gerais serão feitas no futuro. A humanidade está se aproximando do momento de singularidade, quando o intelecto artificial irá igualar ou se tornar mais forte do que o intelecto humano. Tecnicamente, isso está quase concluído - e computadores quânticos e progressos nas redes neurais são coisas incríveis. Logo, precisamos nos concentrar novamente na antropologia profunda, sobre a questão: o que é humano? O que isso significa agora? E, especialmente, diante da Inteligência Artificial. Esse é o principal desafio.

O Conceito Cosmoliberal de Liberdade

O cosmoliberalismo executa uma adulteração na concepção de liberdade. Como explicado pelo professor Alexandr Dugin, o conceito liberal de liberdade é essencialmente negativo, oriundo de John Stuart Mill. É sempre a liberdade "de" algo, e não "para" algo.

Além do aspecto essencialmente negativo contido na semântica liberal, há a desfiguração da liberdade como algo unicamente individual - a liberdade no singular, nunca no plural. "Eu" sou livre - "nós", não. É a liberdade para o cosmético, o minimalista e sistematicamente irrelevante: a liberdade para "escolher" a cor e o corte dos cabelos, as roupas, as companhias sexuais, a raça de cachorro, a decoração da sala de estar, o estilo musical, a ideologia, a tribo urbana, o time favorito, a religião e até mesmo o gênero e a raça (trans-racialismo). O indivíduo pode escolher suas "partes", seus dispositivos.

Política, Liberalismo e Violência: Walter Benjamin e Carl Schmitt

Entre os escritos filosóficos de Walter Benjamin, destaca-se por sua lucidez o ensaio Para uma Crítica da Violência. Gewalt, violência, em alemão também significa força, poder, autoridade; a palavra, como em seguida deixa claro o autor, indica uma causa agente moralmente conotável. Entrelaça-se com o direito e a justiça no ciclo dos fins e dos meios. Para o direito natural não se propõe o problema da utilização de meios violentos para fins justos; a delegação de direitos feia pelos indivíduos para o Estado pressupõe "que o indivíduo enquanto tal, e antes da conclusão desse contrato racional, exerce também de jure todos os poderes que tem de facto", [2] já que spinozianamente "o direito de cada um se estende até onde se estende seu determinado poder" [3]. Em contraste com a teoria jusnaturalista da violência como "fisiológica", natural, o direito positivo considera o poder historicamente dado, julgando somente o uso de seus meios. O direito natural e o direito positivo se distinguem respectivamente como critério dos fins e critérios dos meios, na medida em que se baseiam, um sobre o princípio da justiça e o outro sobre o princípio da legalidade. O único ponto de união das duas escolas é, em palavras de Benjamin, o "dogma fundamental comum: os fins justos podem ser alcançados com meios legítimos, os meios legítimos podem ser empregados para fins justos". [4] Em outras palavras, o jusnaturalismo adapta os meios aos fins justos, enquanto que a teoria positiva do direito garante o bom fim com a legitimidade dos meios, razão pela qual "se o direito positivo é cego para a incondicionalidade dos fins, o direito natural é cego para os condicionamentos dos meios" [5]; as duas perspectivas revelam uma insuficiência crítica.

As Raízes da Identidade

A maioria esmagadora dos membros de uma sociedade possui este tipo de identidade como uma percepção vaga, geralmente subconsciente, da unidade de pertencimento a um povo, uma história, um Estado, uma linguagem e religião. A identidade difusa quase nunca domina a vida cotidiana, sendo secundária, ou mesmo terciária, em relação à identidade individual. É comum que aqueles que possuem uma identidade difusa deem prioridade ao próprio "eu", ao conforto, aos sentimentos e à segurança seguido pelos de familiares e amigos – e somente depois vem um vago entendimento a respeito de sua pertença a uma determinada sociedade ou povo (ao invés de a outro). Em circunstâncias normais, a identidade difusa não requer ações específicas e é percebida de maneira fraca: seus portadores podem até não ter noção de seus conteúdos e estruturas.

Qual é o Sentido da Vida?

Não há dúvidas, a liberdade existe. E além disso, ela é essencial. Ela constituiu o Homem. E o ser. Ela é a base de todas as teologias monoteístas, que tiveram até mesmo uma imensa influência na nossa, vamos dizer, cultura ateísta. A liberdade, na verdade, é a principal dimensão do ser. E do ser humano. Mas veja, essa tese encontra um número de antíteses e é refutada por muitas, não uitas, mas por todo o fluxo da realidade. A busca pela verdadeira liberdade é um salto, a refutação de uma verdade objetiva, de uma realidade cinzenta, e é o motor supremo, o prêmio supremo para uma vida autêntica, uma existência autêntica. Eu penso que a liberdade não está no exterior, está no interior. Não há uma força que possa conceder ao homem liberdade, ele deve lutar por ela. É um imperativo ético da vida realizar essa liberdade, asseverá-la. Eu afirmo uma total e absoluta liberdade, o que é chamado de “o objetivo da Moksha” no hinduísmo. A realidade, na sua qualidade imanente, é uma espécie de campo de concentração, um universo de concentração. Ela força todas as criaturas a estarem na sua esfera de influência, a se sentirem sem liberdade e a se definirem como sem liberdade. E o imperativo de toda criatura espiritual é uma luta e uma rebelião permanente contra esse sistema de concentração da realidade. E no sentido social também. Mas esse é um dos aspectos. O homem deve rebelar-se contra toda a falta de liberdade em todas as camadas e domínios do campo de concentração: no nível da dominação da carne, a dominação da inércia, a dominação do sono, a dominação do fluxo da consciência. E inclusive o que as doutrinas sociais chamam de “O Sistema”. Eu me refiro aos devotos da entropia, que tentam impingir barreiras. As criaturas e aspectos da realidade que negam, rejeitam, proíbem a liberdade, nós precisamos enfrentá-los. Uma luta permanente e impassível. Aniquilação. Essa é a dignidade do Homem. A dignidade de toda criatura espiritual.

Bukharin – A Economia Mundial e o Imperialismo

O advento da globalização propicia uma divisão internacional do trabalho, além das condições políticas de cada país, em que cada burocracia permite em uma região, o desenvolvimento de modelos específicos de economias. Além desta variável, existe as condições naturais de cada ambiente, determinados produtos, em especial do ramo alimentício, só são encontrados em regiões geográficas propícias ao seu plantio.

O surgimento do desenvolvimento desigual e combinado surge quando a integração das economias nacionais dentro do sistema internacional permite criar uma dinâmica econômica com um fim específico, a aquisição de lucros, sob o desenvolvimento econômico de cada região, baseada em suas particularidades, em que a base social de cada país permite o mercado regional ter características de uma economia desenvolvida ao patamar de sua época ou em desenvolvimento.

As Raízes Metafísicas das Ideologias Políticas

Podemos agora resumir as posições sociopolíticas do século XX das três principais ideologias que distinguimos. Os defensores do polo-paradisíaco representam um Império Novo, celestial e escatológico formado em torno do polo do Líder sobre-humano (o Terceiro Reich e o Führerprinzip do nacional-socialismo alemão). Os apoiadores da posição Criador-Criação estão ao lado da democracia e do liberalismo moderados, buscando preservar o status quo social dos indivíduos autônomos "marginalizados do Paraíso", sem abandonar a busca pelo Princípio perdido, mas, no entanto, não insistem nesse empreendimento (isso é especialmente verdadeiro para os regimes democráticos da Europa Central e dos estados norte-americanos dos séculos XVIII e XIX).

Finalmente, a doutrina da Matéria Mágica, aberta e originalmente ateísta, manifestou-se em sistemas políticos socialistas e comunistas, cujos tipos variam do cosmismo totalitário absoluto, como o Juche5] coreano e o experimento do Pol Pot cambojano (em que a noção pavlovense dos reflexos adquiridos do homem-objeto encontrou sua aplicação mais ampla), aos modelos contemporâneos e suecos da "sociedade de consumo", nos quais o cosmos natural e grosseiro dos "socialistas primitivos" foi substituído por um "cosmos" industrial, tecnológico, artificial e socializado - um verdadeiro sonho transformado em realidade pelos materialistas místicos.

Pós-Antropologia

Uma sociedade concreta (fenomênica) sempre consiste em duas partes, a superficial e a subterrânea. A parte superficial é a que normalmente chamamos "sociedade", significando uma esfera de atividade racional onde o logos (λόγος) prevalece. Este é o domínio do "diurno". A parte subterrânea é a ilha escura, subaquática, do inconsciente coletivo, a região da noite social (o "noturno"), onde o mito (μύθος) governa.

Nova Resistência

A Quarta Teoria Política é uma teoria afirmativa, radical e revolucionária. Ela afirma, afirma e afirma a possibilidade (e a necessidade!) de uma Revolução na pós-modernidade.
Se a modernidade foi politicamente caracterizada pela disputa entre três projetos de poder distintos (liberalismo, comunismo e fascismo), a pós-modernidade (ou pós-liberalismo, como denomina o professor Aleksandr Dugin) é era do domínio hegemônico do vencedor dessa disputa sobre o mundo, a saber: o Liberalismo.
Engana-se quem crê que o Liberalismo seja apenas uma doutrina econômica. No pós-liberalismo, o Liberalismo deixa de ser uma mera doutrina entre outras e passa a ser um modelo de representação social, uma moldura mental figurativa, um fato comportamental, que permeia e condiciona até mesmo o modo como às pessoas percebem e vivenciam o mundo. No pós-liberalismo, período histórico da hegemonia global unipolar, o Liberalismo deixa de ser um simples projeto de poder e passa a ser o único projeto de poder realmente existente – difundido, propagado e imposto pelo Ocidente ao resto do mundo como norma universal (de onde deriva a doutrina neocon do Fim da História).
Se o Liberalismo é o projeto de poder da classe dominante globalista, afirmado diariamente contra o direito dos povos de forjarem os seus próprios destinos de maneira independente, a Revolução proposta pela Quarta Teoria Política afirma o contrário: a necessidade de se destruir o Liberalismo por completo, materialmente (o modo de produção capitalista) e espiritualmente (os valores liberais e burgueses de base), tendo em vista a edificação de um Novo Mundo, pautado sobre um novo paradigma: o de que os Povos são donos integrais de seus destinos históricos.

O Brasil e o Mundo Multipolar

O liberalismo demonizou as outras duas teorias políticas como "totalitárias". Assim, ele tem conseguido justificar com facilidade a destruição de qualquer alternativa na forma das teorias políticas como o socialismo ou o nacionalismo. É exatamente por isso que precisamos pensar em outras alternativas, como a Quarta Teoria Política. Talvez Luis Inácio Lula da Silva seja uma alternativa ao mundo unipolar. Mas não devemos adotar a cegueira das teorias anteriores, que ainda falham em perceber aspectos essenciais da natureza liberal.

A Segunda Teoria Política e a Terceira Teoria Política repetem erros do liberalismo: o comunismo, por seu internacionalismo; o nacionalismo, por sua limitação em torno do Estado-nação. É preciso compreender os pontos principais do funcionamento liberal, e essas teorias possuem pontos positivos em relação a isso. Mas ainda falham em entender o cérebro que move a ideologia liberal. Assim, é preciso aprimorar essas alternativas.

Então, eu recomendo aos políticos brasileiros antiliberais que aprimorem suas visões. Para reagir à hegemonia liberal, é preciso compreender o aspecto global da operação dessa ideologia e como resistir a ela. Por isso mesmo, recomendo que essas figuras políticas, como as que você citou, compreendam a identidade brasileira, a agenda de sociedade civil do liberalismo e que considerem seriamente as propostas da Quarta Teoria Política. Só assim serão capazes de construir algo consistente em relação a essa ideologia política.

O Populismo Moderno

O Povo é um conceito político que está aparecendo, hoje, em oposição ao liberalismo. Os liberais estão gritando sobre uma ameaça fascista ou comunista, e são incapazes de compreender a essência do momento populista, o qual interpretam por meio de velhos clichês. É por isso que eles estão perdendo. É por isso que eles estão condenados.

No entanto, tanto a Esquerda quanto a Direita são unânimes em achar que este é apenas um momento, um período de tempo limitado, uma espécie de quantum no movimento histórico. Provavelmente, ninguém pode dizer se o Povo (e, consequentemente, o populismo) é um sistema, um programa, uma estratégia ou apenas uma correção temporária no curso da globalização liberal.

Os globalistas tiveram seu momento no início dos anos 90 - o momento unipolar. Eles arruinaram tudo o que puderam ao longo de trinta anos, transformando a globalização e o mundo unipolar numa horrenda caricatura. Os reformadores da Rússia nos anos 90 fizeram o mesmo com a democracia. Agora, um momento diferente está chegando. O Povo está aparecendo no palco da história do mundo. Esta é uma chance, um risco, uma responsabilidade e um desafio. Mas é o nosso momento. Não utilizá-lo seria um verdadeiro crime.

BRICS: Novo Ator da Geopolítica Multipolar

Os BRICS por meio deste artigo confirmam seu compromisso para com a realização de eleições democráticas em todos territórios nacionais, em que haja cumprimento de justiça por parte de leis que respeitem direitos civis, constitucionais e humanos, sendo permitido em todas as instituições o instrumento de defesa em resoluções de assuntos judiciais e condução do processo legal por meio de instituições estatais de cunho democrático e reconhecidas pela legitimidade constitucional de cada país.

Ao contrário do intervencionismo defendido por Alemanha, França e Estados Unidos, a consolidação de regimes democráticos, introdução de direitos humanos, civis e constitucionais em cada nação ou o aprimoramento destes em caso de prévia existência dos mesmos, este processo deverá ser conduzido pelas instituições nacionais, impedindo a intervenção externa por compartilhar do princípio de soberania nacional e direito de escolha do modo de gestão adequado a um determinado país de acordo com a escolha da população por meio do voto eleitoral, ou formas de representação política que adentrem em um cunho democrático.

Os BRICS contribuem ao projeto de Geopolítica multipolar quando assumem o compromisso de respeitar a autodeterminação dos povos, soberanias nacionais, diversidade dos modelos de desenvolvimento, distintas abordagens para com os direitos humanos, civis, tributário, constitucionais e internacional; estimular e indicar a não intervenção militar de nações para resoluções de problemas internos de um determinado país, salva a exceção de solicitação de ajuda militar por meio de protocolos que respeitem o Tratado de Genebra por meio da ONU ou os tribunais de Haia e Genebra, renovação nas políticas econômicas a nível internacional através de criação de alternativas ao FMI, OMC e Consenso de Washington, no intuito de oferecer outros modelos de negociações para com os países subdesenvolvidos.

Consenso de Washington: Neoliberalismo, Economia Dependente e a Globalização

Em novembro de 1989, o Fundo Monetário Internacional, protocolou o documento denominado Consenso de Washington. Este protocolo, baseado em dez recomendações, tais quais a disciplina fiscal, redução dos gastos públicos, juros de mercado, câmbio de mercado, abertura comercial, investimento estrangeiro direito, com eliminações de restrições, privatização das estatais, desregulamentação da economia e o direito à propriedade intelectual.

Estas medidas foram oferecidas pelo Estado Norte Americano em discussões de órgãos internacionais de economia. Suas discussões iniciais foram galgadas na Organização Mundial do Comércio, onde fora sugerido que estes protocolos de ações políticas fossem exigências formais para que países viessem a pedir ajuda monetária ao FMI.

Quarta Teoria Política: uma breve apresentação

Agora estamos totalmente preparados e armados para interpretar corretamente o mundo (político) ao nosso redor, e também para tratá-lo como ele merece. O modo mais fácil de compreender o que é a Quarta Teoria Política é concentrando-se atenciosamente no seguinte conjunto de imagens:

A Quarta Teoria Política: seu símbolo significa o número 4 e o sinal de Júpiter, o planeta da Ordem e da Monarquia. É o símbolo patriarcal indo-europeu do Deus dos Céus - Dyaus, Zeus, Deus.

Os Estados Unidos e a Nova Ordem Mundial na perspectiva de Aleksandr Dugin

A Nova Ordem Mundial é um projeto geopolítico que começou a ser debatido no final dos anos 80, quando, no fim do regime Soviético, Gorbachev cogitou a cooperação entre a União Soviética e os Estados Unidos, convergindo em uma política internacional em comum, especialmente em específicas cooperações de interesses comuns, tal qual a Guerra do Golfo, em 1991.

Este conceito geopolítico é moldável às circunstâncias históricas, após 1991, sob o fim do regime socialista no Leste Europeu, o historiador Fukuyama escreve a respeito de uma Nova Ordem Mundial, caracterizada pela hegemonia econômica pautada no livre mercado e tendo seu principal ator, os Estados Unidos da América em que foi o guia desta vitória durante o processo de Guerra Fria.

No atual momento histórico não há uma ordem mundial vigente, mas um período de intervalos que determina um processo histórico de criação de uma ordem, devido à paradigmas das relações internacionais que estão tentando delimitar o poder político-econômico a nível global por meio dos interesses de possíveis atores de medidas em escalas internacionais; o pensador russo cria uma dicotomia entre o regionalismo e o globalismo, analisando-os enquanto delimitações geográficas possíveis de alcance e controle de poder político.

A Quarta Teoria Política e o Pós-Liberalismo

De fato, aqui surge a Quarta Teoria Política. Se analisamos mais a fundo o que propomos contra essa globalização e o liberalismo, se propomos, desafortunadamente, o comunismo da segunda teoria política ou o fascismo da terceira teoria política, então não podemos propor nada mais contra o liberalismo.

Os liberais mesmos esfregam as mãos ao ver isso. Quando começamos a criticar a globalização, dizem que somos fascistas e comunistas. Quando começamos a explicar que há algo mais, dizem que não. "Está justificando o comunismo e o fascismo, vocês são só comunistas ou fascistas enrustidos! Vocês são fascistas enrustidos ou comunistas enrustidos!" Neste sistema da filosofia política da modernidade não existe o conceito de uma quarta. O significado da Quarta Teoria Política começa com essa suposição de que não existe, mas deveria existir. Ela é necessária para derrotar o liberalismo sem cair na armadilha do comunismo e do fascismo. Talvez possamos ir de novo pelo mesmo caminho e construir uma sociedade socialista e totalitária na qual haverá pouca liberdade, e cedo ou tarde virão os liberais e tudo voltará a se repetir. Podemos construir um Estado fascista em algum lugar, como se tenta na Ucrânia, até que as pessoas entendam que não há liberdade suficiente e que o racismo, o nacionalismo e o chauvinismo são repugnantes. E logo voltaremos ao mesmo liberalismo novamente.

Marcelo Odebrecht ensina: democracia é ilusão

Inúmeros nomes, listas inteiras de pessoas, empresas, firmas, partidos políticos e figurões. As delações intermináveis dos Odebrecht (e principalmente de Marcelo, o sucessor dessa dinastia) mostram algo bastante simples, e que parece ainda não ter sido compreendido pela maioria dos observadores: democracia é ilusão.

A dinastia Odebrecht praticamente tem ditado os rumos da política brasileira (e não só dela) há pelo menos mais de trinta anos - remontando inclusive ao regime militar, o que destrói a retórica direitista da "moral ilibada" dos governantes militares.

Em todos os processos eleitorais, a empresa Odebrecht (empreiteira, essencialmente dominante e com um capital vastíssimo) financiou diretamente as candidaturas de praticamente todos os candidatos (ao menos os mais significativos deles). Isso significa, em termos práticos, que não importa quem vence uma eleição, a Odebrecht sempre ganharia - como num Cassino: a casa sempre ganha.

Terceira Guerra Mundial: O Início?

O que aconteceu em 7 de abril de 2017 poderia ser o início de uma Terceira Guerra Mundial. Em regra, ninguém quer guerra, mas eis que guerras ocorrem, e às vezes elas são mundiais. Portanto, eu proponho que em primeiro lugar, como no caso de qualquer desastre, é necessário permanecer calmo e recobrar o juízo.
 
Em 7 de abril de 2017, pela primeira vez desde o início do conflito na Síria, os EUA lançaram um grande ataque com mísseis Tomahwak contra uma base aérea síria, ou seja, contra nós. Por que não usamos um complexo de defesa anti-mísseis? Segundo uma teoria, nós não temos um número suficiente deles para repelir um ataque total de tropas americanas, já que eles estão programados primariamente contra ataques de mísseis de outros inimigos potenciais. A segunda teoria é que Moscou não ousou dar a ordem, já que isso significaria o início irreversível de uma guerra com os EUA. Washington ousou, e sabia bem o que estava fazendo. Nós não ousamos. Antes de seguir com as previsões, vale a pena examinar novamente o contexto, as condições iniciais do que poderia se tornar (ainda possivelmente não) a Terceira Guerra Mundial.

O que acontece com a Europa?

Geopoliticamente a Europa é hoje uma entidade atlantista. A teoria geopolítica criada pelo inglês Sir H. Mackinder declara que há dois tipos de civilizações – a civilização do Mar (Seapower) e a civilização da Terra (Landpower). Ambas estão constituídas sobre sistemas de valores opostos. O Seapower é puramente mercantil, modernista e materialista. O Landpower é tradicionalista, espiritual e heroico. Esse dualismo corresponde ao par conceitual de Werner Sombart: Händlres e Helden. A sociedade europeia moderna está plenamente integrada na civilização do mar. Isso se manifesta na hegemonia estratégica norte-americana e na OTAN. 
 
Essa situação impede que a Europa se converta numa entidade geopolítica independente. Mais profundamente, perverte a natureza geopolítica da Europa como entidade continental – Landpower. 
 
Portanto, há uma necessidade de mudar a situação e restabelecer a estratégia do Landpower baseada na verdadeira soberania europeia. Em vez do atlantismo, a Europa necessita converter-se numa potência estratégica continental.

Sobre os Identitários, a Tradição e a Revolução Global

Considero que os identitários são aliados quando rechaçam a modernidade, a oligarquia global e o capitalismo liberal mortífero para as culturas étnicas e as tradições. 
 
A ordem política moderna é essencialmente global e se baseia puramente na identidade individual. É a pior ordem possível e deve ser totalmente destruída. 
 
Quando os identitários militam por uma reafirmação da Tradição e das antigas culturas dos povos europeus, têm razão. Mas quando atacam os imigrantes, os muçulmanos, os nacionalistas doutros países (baseado em conflitos históricos), quando defendem os EUA, o atlantismo, o liberalismo ou a modernidade, quando consideram a raça branca (a que criou a modernidade) como a raça superior e afirmam que outras raças são inferiores, estou em total desacordo com eles. 
 
Mais do que isso, não posso defender brancos contra não-brancos apenas por ser branco e indo-europeu. Reconheço a diferença de outros grupos étnicos como uma coisa natural e rechaço qualquer hierarquia entre os povos, dado que não existe, e não pode existir, uma medida universal para a comparação das sociedades étnicas e os sistemas de valores. 

René Guénon: Tradicionalismo como Linguagem

René Guénon é a pessoa mais reta, inteligente e importante do século XX. Um trabalho mais esperto, profundo, claro e absoluto não houve e provavelmente não poderia haver. Não é coincidência que o tradicionalista francês René Alleau em um volume dedicado a Guénon comparou sua obra à de Marx. Aparentemente, figuras bem diferentes, opostas. Guénon é um ultratradicionalista conservador. Marx era um inovador revolucionário, um iconoclasta subversivo radical. Mas René Alleau adivinhou de forma absolutamente correta a mensagem revolucionária da exegese de Guénon, o inconformismo extremo e brutal de sua posição, sua derrubada de tudo, a natureza totalmente radical de seu pensamento. O fato de que René Guénon foi o único autor, o único pensador do século XX, e muitos séculos antes disso, que não só identificou e entrou no paradigma secundário da linguagem, mas também questionou a própria essência da linguagem (e da metalinguagem). A linguagem do marxismo era metodologicamente muito interessante (especialmente em certo momento histórico), reduzindo estreitamente a existência histórica da humanidade por uma fórmula clara e convincente ao confronto entre trabalho e capital (o que, na verdade, foi um progresso epistemológico e revolucionário colossal, na medida em que permitiu que muitas coisas fossem organizadas e postas em um design dinâmico e mais ou menos consistente). Sendo um zeitgeist paradigmático, o marxismo foi tão popular a ponto de conquistar as mentes dos maiores intelectuais do século XX. Mas na obra de Guénon há uma análise ainda mais fundamental, um desmascaramento ainda mais radical, um conflito ideológico ainda mais amplo, pondo tudo em questão.
 
Guénon desenvolveu um dos sistemas intelectuais paradigmáticos mais importantes. Naturalmente, ele existia antes de forma vaga, e foi usado em alguma medida, mas somente Guénon o identificou enquanto linguagem. Ele fez algo similar a Saussure ou outros linguistas estruturais. O aspecto mais importante do sistema paradigmático de Guénon, que ele havia deduzido, e que é, talvez, o mais universal e poderoso dos termos e conceitos de nossa época, é o conceito de "linguagem da modernidade".

Do Paradigma Moderno e do Tradicional, e da Linguagem

A tecnologia moderna depende dos sistemas da ciência, a ciência depende da filosofia, isto é, da visão-de-mundo filosófica expressa em conceitos abstratos. E esta visão-de-mundo, por sua vez, de um paradigma linguístico. As ideologias, em geral, inclusive a Quarta Teoria Política, participam da tecnologia, da ciência e da visão-de-mundo, dependendo do nível de profundidade e influência em que elas estão enraizadas. Nenhuma ideologia, contudo, alcança o patamar subjacente e universal da linguagem – todas as ideologias estão presas a um paradigma linguístico que é, atualmente, o “aristotélico”, inclusive a Quarta Teoria Política.
 
Entretanto, o objetivo da QTP é peculiar, e apresenta uma grande influência heideggeriana neste ponto: é acenar, desde dentro do paradigma moderno e aristotélico, para um outro paradigma, esquecido. O fato da filosofia guenoniana ser usada como o paradigma anti-moderno, ao qual a QTP aponta, é mais simbólico do que exato e analítico. Guénon expressou-se, obviamente, em terminologia moderna, negando-a porém; portanto, seu paradigma não se reduz aos seus conceitos modernos, ele os ultrapassa e busca uma simplicidade primordial sobre a qual Heidegger discursa quando se inclina a encontrar outro sentido, ontológico e não conceitual, para o termo “linguagem”. A linguagem nos mostra o mundo, é uma invocação mística, e acontece sem palavras: a flor que desabrocha nos fala o ser; um filósofo moderno pode rabiscar muitos conceitos e não nos dizer nada ainda assim, uma vez que seus conceitos não passam de abstrações e manipulação lógica.

O Globalismo e a Guerra Cultural

Em um vídeo interessante, Ariano Suassuna trata da questão da guerra cultural e de como seu papel é fundamental na imposição do globalismo anglo-saxão. Em primeiro lugar, é preciso retirar o conceito “Guerra Cultural” – termo apropriado pela própria direita de inspiração anglo-saxã. Aqui, vemos como o ideal globalista é pervertido: esta mesma direita afirma que há uma guerra cultural contra os Estados Unidos, praticada pela “esquerda globalista”. E nada pode ser mais mentiroso.

Em primeiro lugar, só há um projeto globalista: o americano, inspirado nos ideais do “Destino Manifesto”. Mesmo com o caráter diferente e pós-moderno, sua essência atualmente é a mesma: racista, supremacista e aniquilador de todas as culturas diferentes. O que, por exemplo, só serve para aumentar ainda mais o vexame de Olavo de Carvalho em seu debate contra o Professor Alexander Dugin: defender os Estados Unidos como vítima do globalismo e maior opositor a ele já nasce como uma grande mentira.

O mito da borboleta dourada

Uma estranha criatura, pouco conhecida nas lendas do hemisfério norte, é muito significativa no sul: a epifania da borboleta dourada é uma das curiosas provas da teoria hermética sobre a intensidade da vida do norte (Polo Norte, como o centro da vida real) e o avanço para a morte, em direção à Antártida. Entomologistas chamam tal criatura de mariposa auri sinistra – borboleta dourada agourenta. Da Amazônia ao Zaire, de Madagascar à Polinésia, vemos crenças sobre a borboleta em diferentes personagens, mas sempre sinistras: não voa para o fogo; pode matar apenas por ser fitada e, na melhor das hipóteses, causar doenças – quando visita um berço, causa a morte do bebê. São inumeráveis as lendas sobre os efeitos nocivos da borboleta dourada entre os povos indígenas. A literatura europeia também presta uma homenagem a este monstro entomológico. Aqui está um resumo da história de Hanns Heinz Ewers, “A Vingança da Borboleta Dourada”: um viajante europeu foi até os extremos da Amazônia para fazer a  coleta  de sua coleção entomológica; após deitar para dormir, viu sobre a mesa uma borboleta dourada; tremendo de impaciência, pegou um grampo de cabelo e prendeu a borboleta. Durante o sono, sonhou com um dragão dourado e acordou: a borboleta perfurada girava em torno de sua cabeça, tentando furar seu olho. Apesar de todos os esforços do colecionador, ela assim conseguiu.

Alexander Dugin x Glenn Back: o verdadeiro Cristianismo x modernidade

Glenn Beck, com um pensamento fundamentado no ideal etnocêntrico, racista e atlantista, julga as obras do Professor Alexander Dugin como “revolucionárias’, “fascistas” e “imperialistas”. Além do fator etnocêntrico e racista, marcas do ideal americano, Glenn não possui qualquer noção sobre o ideal ortodoxo de império, muito menos sobre a escatologia cristã ortodoxa e menos ainda sobre a ideia ortodoxa de império. Na verdade, o que ocorre é a famosa tática do ‘acuse-o do que você é”. Nenhum império ortodoxo invadiu territórios impondo seu modelo – as conquistas de territórios pelos impérios ortodoxos sempre foram pacíficas. A própria Rússia, que possui como seu marco espiritual o Batismo de Kiev, foi convertida à Ortodoxia de forma pacífica. A Rússia escolheu ser ortodoxa e o modelo de governo ortodoxo foi aceito sem espadas. Ao contrário do imperialismo estadunidense, uma continuação do imperialismo britânico, o Império Ortodoxo, iniciado no Império Bizantino, nunca foi etnocêntrico, nunca foi racista e sempre permitiu uma aculturação rica. Isso pode ser visto até nos dias de hoje: Igrejas Ortodoxas, embora unidas pela mesma fé, guardam suas particularidades locais – há um Typikon Bizantino e um Typikon Eslavo; diversas diferenças culturais nas práticas litúrgicas e nos cantos religiosos. O mesmo não pode ser dito do imperialismo estadunidense, pois até mesmo alguns católicos romanos americanos se renderam ao ideal americano, mesmo naquilo que contradiz o ensinamento católico. Um exemplo claro disso é o pensador americano William Buckley Jr que, para defender o modelo americano, afirmou que a Igreja era apenas “mãe, não mestra”, pois a Doutrina Social da Igreja reprova o modelo econômico liberal.

São Patrício e o Logos Irlandês

No quinto período da era dos Gaels, os irlandeses realçaram a era de São Patrício, que cristianizou a Irlanda no século V. Antes dele, a crônica falava do bispo Palladius, que veio à Irlanda em 431, enviado por Roma, mas sua imagem foi tradicionalmente fundida à de São Patrício.

Os celtas não consideraram a cristianização como uma mudança identitária radical e revolucionária, dado que a peculiaridade da cristandade irlandesa e da Igreja dos celtas, de modo geral, comparada a muitas outras sociedades europeias, não era estritamente oposta ao mito pré-cristão local, mas o incluía leve e suavemente em sua cultura espiritual. Assim, muitos druidas e personagens mitológicos foram cristianizados, e os santos e discípulos cristãos tornaram-se uma nova versão dos druidas. A cristandade irlandesa é um exemplo único da integração harmônica de tradições pré-cristãs à nova religião.
 

Metafísica Afro-Brasileira

Entre os mais ignorantes há a ideia de que as vertentes afro-brasileiras não possuem uma doutrina metafísica própria: ela seria, num primeiro caso, inexistente, com a religião como um mero sistema étnico, cultural e social ou, em outra possibilidade, um mero agregado sincrético das diversas influências de suas vertentes: o catolicismo romano popular, o kardecismo e a cultura popular. No entanto, as duas opções estão longe da verdade.

De fato, é possível atribuir diversas influências dentro do universo sincrético afro-brasileiro – levando em conta que não há uma religião afro-brasileira institucionalizada, não há um livro sagrado com doutrinas metafísicas expostas claramente ou mesmo escondidas sob mitos, fábulas e contos, como a tradição judaica-cristã e, além disso, há uma infinidade de nações, casas, vertentes e cruzamentos com doutrinas particulares. Para compreender melhor a questão, é preciso fazer um esclarecimento histórico.

Contra-Iniciação: Comentários Críticos sobre Aspectos da Doutrina de René Guénon

A questão da "contra-iniciação" é a mais obscura e ambígua em todo o pensamento tradicionalista. Talvez isso seja resultado da própria realidade do que os tradicionalistas, seguindo Guénon, chamaram de "contra-iniciação". O significado da contra-iniciação é apresentado no livro "O Reino da Quantidade e os Sinais dos Tempos". Em resumo, nós podemos dizer que por contra-iniciação René Guénon compreende a totalidade das organizações secretas possuindo dados esotéricos e iniciáticos, que, porém, dirigem suas atividades e seus esforços para o objetivo que é o exato oposto do propósito da iniciação normal, que é, não alcançar o absoluto, mas uma extinção fatal e dissolução no "reino da quantidade", no crepúsculo externo. Os hierarcas da contra-iniciação, seguindo o esoterismo islâmico, foram chamados por Guénon de "Awliya al-Shaytan", i.e., "santos de Satã". Em sua perspectiva, os representantes da contra-iniciação se encontram por trás de todas as tendências negativas da civilização moderna, e dirigem secretamente o curso dos eventos a caminho da degradação, da materialização e da degeneração espiritual.

O Paradigma do Fim

A análise das civilizações, sua correlação, sua confrontação, seu desenvolvimento, sua interdependência, são questões extremamente difíceis enquanto problemas, seja na dependência dos métodos, na profundidade da pesquisa, onde alguém pode obter resultados não apenas diferentes, mas diretamente contrários. Contudo, mesmo para obter as mais aproximadas conclusões, alguém deve aplicar a redução, reduzir a variedade de critérios para um modelo simplificado. O marxismo prefere apenas a abordagem econômica, que se torna substituta e denominador comum para todas as outras disciplinas. Assim também é o liberalismo (apesar de o ser menos explicitamente). 
A geopolítica, que é menos conhecida e menos popular que uma variedade de aproximações econômicas, mas não menos efetiva e óbvia em explicar a história das civilizações, sugere outro método de redução completamente diferente. Outra versão do reducionismo são as formas diversas de abordagem ética, que incluem "teorias raciais" como seu aspecto extremado.

As influências ocultas na Rússia:

Não só na Rússia, mas no mundo todo, o esoterismo desempenha um papel importante. Não só no campo da influência das eminências pardas em torno dos governantes (como astrólogos e magos dos imperadores bizantinos, sábios e sacerdotes da corte chinesa), mas também na própria essência do desenrolar sócio-político. Segundo o Professor Alexander Dugin, as guerras noológicas giram em torno dos logoi de Apolo, Dionísio e Cibele. O Logos de Cibele é o logos da Mãe Terra, gerador do materialismo e cientificismo, a era do pragmatismo epicurista, em oposição ao aristotelismo e ao platonismo – neste ponto, o único paradigma totalmente oposto ao Logos de Cibele é o platonismo. Desta forma, o que tomamos como “ocultismo” não está excluído da era do Logos de Cibele: pelo contrário, só recebe uma nova interpretação, completamente degenerada, mas ainda presente. Não é mais a era dos mistérios teomaquistas, viris e guerreiros, mas a era do esoterismo de pacotilha, a versão sentimental, da física quântica e do psiquismo.

Iniciantes Absolutos

Sem Alternativa, sem Novo Início. Nada fora (tudo ao redor é falso). Nada dentro (as forças da alma foram esfriadas). Não obstante, as vinhas da ira estão maturando e as redes de conspiração estão se tecendo, uma conspiração global contra esse presente odioso.
É uma conspiração da Estrela. Em qualquer idade, em qualquer lugar, em qualquer estado, em qualquer momento, em qualquer situação, em qualquer posição, "todo homem e toda mulher" pode começar, pode abrir o Início Absoluto, ser perfurado pelo Raio Negro, sem fim, passando pelos ciclos e eras em oposição a toda lógica, toda predisposição externa, todo sistema causal. Qualquer impulso vital, qualquer busca apaixonada, qualquer estado estridente pode subitamente transbordar, se tornado excessivo, desenfreado. Ganância e generosidade, ascetismo e devassidão, ciúme e lealdade, raiva e ternura, doença e saciedade, podem se tornar um Início Absoluto, um terrível acorde trovejante de uma Nova Revolução, uno e indivisível, direita e esquerda, exterior e interior.
 

A Quarta Teoria Política: Ser ou Não Ser

Para o meu país, a Rússia, a Quarta Teoria Política tem, entre outras coisas, uma importância prática considerável. A integração com a comunidade mundial é experimentada pela maioria dos russos como um drama, como uma perda de sua identidade. Na década de 1990, a ideologia liberal se vê quase totalmente rechaçada pela população russa. No entanto, por outro lado, a intuição sugere que o retorno às ideologias políticas não-liberais do século XX - o comunismo e o fascismo - é pouco provável em nossa sociedade, sendo que estas ideologias historicamente demonstraram serem incapazes de resistir ao liberalismo, sem mencionar o custo moral do totalitarismo.

Da Natureza do Tempo

A real diferença entre as naturezas do tempo real e ilusória é o caráter de evento e o de consistência, ambos ligados à noção de substância do ser, à natureza do próprio ser. O caráter de consistência leva em consideração a limitação inerente à multiplicidade do ser, ou seja, prende-se ao modo da manifestação cuja direção é essencialmente descendente e divergente, fuga do centro sintético do ser, unidade, essência, harmonia. Por sua vez, o caráter de evento é o modo ascendente e sintetizador do ser, cuja direção é o retorno a nada mais nada menos do que a origem perdida e esquecida. Só que este retorno não significa um ciclo, é irrepresentável, porque o ciclo, sendo uma sucessão de pontos, uma linha que se dobra, tem o mesmo caráter do da linha reta, que é a sucessão indefinidamente circular dos "momentos" - qualitativamente, linha circular e linha reta são idênticas, e a real distinção do tempo se dá metafisicamente, como já apresentado acima.

Uma Leitura Ôntico-ontológica do Dasein como Principal Sujeito Histórico da Quarta Teoria Política: uma Resposta a Álvaro Hauschild

Meu referencial teórico nesta réplica continua sendo a Quarta Teoria Política do professor Alexandr Dugin, desta vez centrada no Dasein (o macro-sujeito sócio-político da referia teoria), em respeito à delimitação do objeto da querela ora entabulada. Ademais, cumpre assinalar, preambularmente, que não atacaremos o mérito da natureza temporal (qualitativa/quantitativa) da escatologia cristocêntrica, uma vez que, no que concerne a este tópico, endossamos cada palavra de Hauschild e até incentivamos aprofundamentos subsequentes, dado o interesse de possíveis neófitos pela matéria.
 

A Sexta Coluna

No entanto, de volta para a quinta coluna na sociedade russa. Agora a natureza é mais evidente: ela consiste daqueles grupos que apoiam a civilização do Mar (Estados Unidos, a OTAN) e opor-se a identidade historicamente dominante na Rússia, a Terra, a identidade da Eurásia. Andrei Kozyrev quando, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, declarou abertamente a sua posição "atlantista" - Esta quinta coluna apoiou o colapso da estrutura continental da Terra, representada pela União Soviética, em seguida, chegou ao poder sob Yeltsin na década de 90 -, e ele foi, então, à frente da política dominante elite econômica e cultural da Rússia até 2000. O conjunto de seu mandato não poderia ser chamado como uma "quinta coluna" no sentido pleno, uma vez que foi capaz de conseguir tudo poder e suprimir a oposição patriótica. A Quinta Coluna eo regime de reformistas liberais russos da década de 1990 são sinônimos. No entanto, no contexto geopolítico e, em seguida, a elite governante russo não era outro senão a quinta coluna: não trabalhar para o interesse nacional, mas como um instrumento de controle externo. O centro da tomada de decisão estava nas liberais ocidentais e Moscou foram aplicadas apenas soluções, tentando maximizar os benefícios e os lucros para si e para os seus negócios. Assim foi criada a oligarquia russa, o poder de um pequeno grupo de magnatas confiscando através da privatização irresponsável e corrupção, os monopólios estatais inteiros: primeiro, o campo de energia.

A Quarta Ideologia

A Quarta Teoria Politica é uma teoria que se encontra além das três teorias modernas por estar além da modernidade. Para superar o liberalismo ela propõe seguir além da modernidade e da pós-modernidade. Críticos da quarta teoria questionam como é possível um movimento revolucionário de caráter tradicionalista e conservador, assim Dugin lança a pergunta “o que é conservadorismo?”, desse questionamento, ele nos apresenta três tipos de conservadorismo: conservadorismo liberal, conservadorismo tradicional e o conservadorismo revolucionário.  
 
O primeiro conservadorismo, o de cunho liberal, é o conservadorismo daqueles que dizem “sim” às mudanças liberais e o avanço do mundo moderno unipolar, mas de uma forma desacelerada. O conservador liberal acredita nos preceitos liberais da modernidade, mas para os preceitos da pós-modernidade é um pouco cedo. Entretanto, ele não negará a pós-modernidade e seus danos, eles de qualquer forma ocorrerão. 

Os Ataques Terroristas em Paris: Lição de Enantiodromia

Estamos vivendo no momento decisivo em que a civilização ocidental se aproxima de seu fim. Atos terroristas como os de 13/11 de Paris mostram isso de forma clara e inequívoca. O Ocidente que conhecemos não existe mais. Ele não pode existir por mais tempo. Era uma vez houve um certo Ocidente. Com valores patriarcais heroicos, identidade cristã, cultura profunda e rica com raízes grecorromanas. O Ocidente de Deus, do homem e da natureza. Não há nada como isso em vistas. As ruínas. A civilização liberal fraca e venenosa, baseada na auto-indulgência e ao mesmo tempo no ódio por si mesmo. Sem identidade, a não ser uma puramente negativa. Povoada por humanos egoístas e envergonhados de si mesmos. Ela não pode ter futuro. Diante de combatentes brutais pós-modernos do ISIS, ela não pode afirmar nada, não pode opôr nada, não pode sugerir nada. O Ocidente não pode mais ser ocidental. Ele está perdendo a si mesmo. Está se afogando. A França não é o pior lugar. Todo o resto da Europa e dos EUA estão da mesma maneira. O Ocidente tem medo. Não do ISIS, de si mesmo, de seu vazio, de seu niilismo. Se o Ocidente sobreviver, não será o mesmo Ocidente que conhecemos. Ou ele se transformará em um clone do Oriente Médio em sangue e fogo e sem saída, ou em um sistema totalitário obcecado com segurança. O ISIS não é o perigo real, ele é um sintoma de máxima decadência. Os vermes não podem causar a morte. Eles vem quando tudo está no fim. Se você negar Aquele que se ergueu dos mortos e salvou o outro, a morte é o verdadeiro fim. Assim, é o dia do juízo final.

O que é o Brasil? O Brasil Visto à Luz da Quarta Teoria Política

A ordem vigente, formada pela relação de poderes do pós-segunda guerra mundial, é uma ordem caduca, não mais capaz de representar a real distribuição de forças do mundo atual. Assim, embora o BRICS ainda não advogue o rompimento com tal ordem, busca uma reforma que traga mais justiça aos países emergentes e em desenvolvimento, adquirindo assim também forte importância simbólica – importância essa que cada vez mais deixa de ser somente simbólica para transformar-se em uma liderança real na busca da multipolaridade.
 
A informalidade dos BRICS, poder-se-ia alegar, representaria uma fraqueza em sua solidificação. Porém, como argumentam Cooper e Farooq, essa fraqueza pode, em verdade, ser sua força. O caráter informal é justamente a maleabilidade que permite que o BRICS não seja obrigado a tratar de todos os temas, tendo maior enfoque nos objetivos em comum. Se se tentasse incialmente tratar as mais diversas pautas em uma estrutura rígida e formal, tornar-se-ia um tanto difícil alcançar consenso e cooperação. A informalidade abre espaço para unir esforços nos pontos de convergência, respeitando o tempo necessário para que se alcance maior formalidade conforme a consonância de interesses aumente. Ao mesmo tempo, o pequeno quadro de membro do BRICS torna mais dinâmica a construção do consenso (COOPER e FARROQ, 2015). Se é verdade que mesmo entre 5 países coordenar ações não é tarefa fácil, em um grupo que fosse formado por um número muito grande de países, seria de se esperar que houvesse lentidão e imobilidade de ações, pois as divergências seriam extremamente trabalhosas e tomariam muito tempo para se resolver. 

Por Que Lutamos na Síria?

O caos criado pelos americanos é assim dirigido não apenas contra o Oriente Médio e a Ásia Central, mas também contra a Europa. Quanto mais caos e desordem no Oriente Médio e no norte da África, mais migrantes irão para a Europa. Isso, por sua vez, levará à desestabilização da infraestrutura social e, portanto, à paralisia política no continente europeu. E aqui nós não devemos esquecer que milhares de terroristas entram na Europa como parte do processo migratório. Caso esta tendência continue, e com a chegada futura de 10, 20 ou mesmo 30 milhões de imigrantes vindo à Europa, isso significaria o fim da Europa. O continente europeu não seria "islamizado" per se, nem um "Califado" seria construído, mas ao invés a Europa afundaria no caos total e seria aniquilada.
 
Hoje, a Rússia está lutando contra este desenvolvimento, o que também está no interesse da Europa. A Rússia precisa da Europa, e a Europa precisa da Rússia. O colapso da Europa é ruim para a Rússia, e a mesma noção se aplica inversamente, mesmo que isso não seja aceito por muitos governos europeus hoje, que trabalham até contra. Também há algo de continuidade histórica: no passado, a Rússia viu a Europa como um escudo contra o expansionismo turco otomano. A Europa afundando no caos automaticamente significava a Rússia ser ameaçada em suas fronteiras ocidentais e sulistas. Daí, a proteção da Europa está nos interesses da Federação Russa. Para preservar a Europa de cair no caos, hoje a Rússia é o escudo do continente europeu.

Dicotomia “Direita” e “Esquerda”: Indeterminação do Liberalismo

O que hoje se divide em direita e esquerda, no século XVIII, representava um único grupo: o dos liberais, iluministas. É uma ilusão, portanto, acreditar que a política se reduz a este dualismo; primeiro porque exclui, de antemão, qualquer pensamento não-moderno e não-iluminista e, em segundo lugar, porque a completa indefinição desses conceitos relativiza todo debate político, criando confusões profundas e absurdas que não podem existir em um meio que busca uma resolução para os problemas políticos.
 
Não vamos expor aqui o que se entende por direita e esquerda, porque os absurdamente diversificados aspectos de cada um acabam por confundir ambos em uma coisa só. As múltiplas noções de liberdade podem ser encontradas tanto em um lado como em outro, o que dificulta uma análise genuína de ambos os lados. As noções de Estado mínimo e máximo, de igualdade e dignidade humana, que derivam do princípio de liberdade, são completamente relativizadas neste debate, de modo que encontramos de um mesmo lado opiniões completamente antagônicas e, de lados opostos, idênticas, fazendo com que seu enquadramento na “direita” ou na “esquerda” seja apenas uma questão de interpretação arbitrária dos conceitos debatidos. A própria identificação da direita com o capitalismo e da esquerda com o comunismo é absurda, pois temos, por exemplo, auto-intitulados direitistas que louvam um Estado protetor, criticando um desaparecimento do Estado na esquerda, e outros direitistas que louvam um Estado mínimo e meramente regulador, criticando o “Estado máximo” da esquerda, e assim por diante.

O Horizonte Cósmico de Possibilidades da Quarta Teoria Política Rumo à Superação da Pós-Modernidade

O que caracteriza a modernidade como paradigma é a “liquefação dos padrões de dependência e interação” (BAUMAN, p.14) Não conseguindo fixar o espaço por muito tempo, a modernidade líquida prescinde de configuração específica devido ao trânsito livre de suas moléculas, viabilizado pela inoponibilidade de resistência. A circulação do capital mediada por instituições financeiras e catalisada pelas relações de produção em uma sociedade regida pelo princípio da divisão do trabalho materializam a dinâmica de um organismo que, a princípio, parece funcionar a partir de meios de atuação que ele mesmo gera e recicla incessantemente. Esse procedimento tecnocrático viciado repercute nas mais diversificadas searas de interação sócio-política, gerando um déficit de legitimidade acentuado pelo advento da globalização, na década de 70. E aqui precisaremos dedicar maior atenção. 
 
Nos dizeres de Zygmunt Bauman, “a integração e a divisão, a globalização e a territorialização, são processos mutuamente complementares. Mais precisamente, são duas faces do mesmo processo: a redistribuição mundial de soberania, poder e liberdade de agir desencadeada (mas de forma alguma determinada) pelo salto radical na tecnologia da velocidade. A coincidência e entrelaçamento da síntese e da dispersão, da integração e da decomposição são tudo, menos acidentais; e menos ainda passíveis de retificação”. (BAUMAN, p.77)    

IDENTIDADE, TERRITÓRIO E RAÍZES BRASILEIRAS

Bem, primeiro gostaríamos de agradecer sua disponibilidade em nos conceder esta entrevista. Para falar a verdade, alguns de nós sempre achamos curioso ver a “filha do Djavan” (inevitável a associação, não é?) frequentando os meios dissidentes e se aproximando do Dugin e da Quarta Teoria Política. Essa foi uma das razões que motivaram a entrevista.

Dito isto, pode-se dizer que você, além de simpatizante, é uma adepta do corpo teórico e prático da Quarta Teoria Política (4ªTP)?

Totalmente adepta e, indo mais longe, tenho me dedicado integralmente ao desenvolvimento deste corpo teórico e de pôr em prática as ideias desta teoria, sob orientação do Professor Dugin.

Império de Nosso Amanhã

Em nosso Sacro Estado Grão-Continental, haverá três tipos (com variações e subtipos, bien sûr):
  • filósofos-padres (clero)
  • guerreiros heroicos reais (nobreza)
  • trabalhadores-camponeses (povo)
Se você não se identifica em nenhum destes, não será incluído em nosso Estado.
Esta é a estrutura clássica da sociedade indo-europeia, que existiu a princípio e sempre (para sempre!) foi a verdadeira essência das ideias políticas das culturas europeias e indo-europeias da Eurásia. 
Emergiu em tempos antigos, na antiguidade, na civilização do Mediterrâneo na Idade Média e até na patologia dos tempos modernos (de formas distorcidas). Nós lidamos com paródias – precisamos de um Sacro Império.
Em sua cabeça, o sacro basileu, o Grande Monarca.

Manifesto da Aliança Revolucionária Global

Vivemos no final de um ciclo histórico. Todos os processos que constituem o sentido da história chegaram a um impasse lógico.  

O fim do capitalismo: O desenvolvimento do capitalismo chegou ao seu limite natural. Há somente uma coisa deixada para o sistema econômico mundial – entrar em colapso no abismo. Baseado em um aumento progressivo das instituições puramente financeiras, bancos em primeiro lugar e, em seguida, estruturas de ações mais complexas e sofisticadas, o sistema do capitalismo moderno, completamente divorciado da realidade, a partir do equilíbrio da oferta e da procura, a partir de relação de produção e consumo, a partir da conexão com uma vida real. Toda a riqueza do mundo está nas mãos da oligarquia financeira mundial através das manipulações complicadas com a construção de pirâmides financeiras. 

Eurasianismo Ortodoxo

1 - O termo "Eurasianismo Ortodoxo" é cada vez mais usado pela Junta de Kiev para descrever a visão de mundo da República da Novorossiya. Por mais que seja claro que esse elemento de linguagem tenha sido inventado em Washington, ele é, no entanto, do meu ponto de vista, precisamente correto.

2 - Quase todos os Eurasianistas históricos foram patriotas Russos Ortodoxos. Contudo, diferentemente de Eslavófilos e Leontiev, eles eram céticos sobre a possibilidade de unir todos os Eslavos porque eles sentiam que as diferenças culturais, religiosas e históricas entre eles eram mais importante que suas proximidades etno-linguísticas. Ao mesmo tempo, eles enfatizaram que a civilização russa integrou, em uma unidade do destino, um número de povos não-Eslavos (Turcos, Caucasianos, o povo da Sibéria) que estavam em contato geográfico conosco.
3 - Cedo, nos anos 90, sob nossa influência, o Eurasianismo integrou no seu corpo, a geopolítica (talassocracia contra telurocracia, Eurásia contra o mundo Atlântico, Eurasianos contra Atlanticistas) e tradicionalismo (Tradição contra o mundo moderno e pós-moderno).
 

O Terceiro Totalitarismo

Nas ciências políticas, o conceito de totalitarismo está subentendido nas ideologias comunista e fascista, que abertamente proclamam a superioridade da totalidade (classe e sociedade no comunismo e socialismo; Estado, no fascismo; raça no nacional-socialismo) sobre o privado (indivíduo).

Eles se opõem à ideologia liberal, a qual situa, ao contrário, o privado (indivíduo) sobre a totalidade (como se essa totalidade não pudesse ser compreendida enquanto tal). O liberalismo assim combate o totalitarismo em geral, incluindo o do comunismo e o do fascismo. Mas, ao fazê-lo, o próprio termo "totalitarismo" revela sua conexão com a ideologia liberal - e nem comunistas nem fascistas concordariam com o termo. Assim, todos os que usam a palava "totalitarismo" são liberais, independentemente de sua consciência sobre isso.

Ideologias Duel:a primeira rodada

Ao mesmo tempo, nós respondemos, de fato, tem um novo estruturas internas canção da Rússia na corrente crítica em conexão com a Ucrânia e as tensões crescentes com as condições Oeste. Temos agora três pólos distintos:
- A oposição liberal, a quinta coluna, ativamente apoiado pelo Ocidente e liderado por Mikhail Khodorkovsky, surgindo em seu manifesto para as principais linhas de inclusão em anti-Putin direito do projeto (nacionalistas) e do (socialistas) esquerda, que se expande de forma significativa - embora em teoria - o campo do movimento de protesto
- O centro em face de Putin, que controla a situação completamente, mas não se pode ignorar a crescente ameaça de uma "revolução colorida" da uma solução prolongada cada vez mais problemático (ou não) com a situação no Donbas quinta coluna, sexta coluna traição, o impacto das sanções e
- Flanco Patriótica, agora claramente tomado forma e apresentado Igor tiro com arco, claramente definida sua posição no seu kontrmanifeste.

A Nova Rússia é a resistência contra a Nova Ordem Mundial

Teoricamente a idéia da separação de parte da Ucrânia já era afirmada nos anos 90, nos meus escritos chamados “Fundamentos da Geopolítica”, onde está a mesma idéia, que é: a Ucrânia deve ser dividida ou entrar no contexto eurasianista, que é pouco provável. 
 
A razão para isso é que há duas identidades dentro da Ucrânia, dois povos, duas sociedades, com opções totalmente divergentes. 
 
Uma parte das pessoas jovens da Ucrânia do leste era parte do Movimento Eurasianista desde antes, mas é interessante que algumas pessoas do Pravyi Sektor, entre os nacionalistas ucranianos, também estavam interessadas pela Quarta Teoria Política, por geopolítica, por Tradicionalismo, etc. 
 
Mas a idéia era: o que prevalece? A Geopolítica ou a Terceira Via, o Neonacionalismo? A questão da geopolítica era mais importante, porque do ponto de vista da geopolítica, a identidade oriental da Ucrânia deve se desenvolver somente no contexto eurasiático. 
 
 

Batalha pelo Estado

No sentido político, a situação na Rússia está se tornando crítica. Essas são mudanças fundamentais mais do que flutuações na superfície. Tentemos criar um esquema conceitual dos eventos atuais.
Há um Povo (Narod em russo, similar ao Volk alemão), e há povo (população). Essas são duas coisas diferentes (conceitos diferentes). E todos eles são coletivamente conhecidos como "Rússia". Essa homonímia gera camadas de significado, e tudo se torna confuso. Vamos ortogonalizar a imagem situado tudo em seu próprio nível.
Narod é uma comunidade histórico-cultural. É um sujeito de destino e criador da história. Porém, nem todas as filosofias e ideologias reconhecem sua existência nesse sentido. Narod não existe para os liberais - há apenas um agregado de indivíduos. Nem ele existe para os comunistas - apenas classes existem; para os nazistas - apenas raça existe; e para os fascistas - apenas o Estado. E, ainda que soa paradoxal, Narod não existe para os nacionalistas também - para eles, há uma nação política baseada na pertença individual (a nação burguesa clássica é um produto da Europa durante o período da Modernidade). Narod não existe para todas essas ideologias - isto é, para a nomenclatura ideológica completa da Modernidade. Mas ele existe - é a única coisa que realmente existe. 

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